A Meta, empresa controladora do Facebook, WhatsApp e Instagram, desativou temporariamente os anúncios do perfil do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Facebook. O bloqueio ocorreu a apenas 10 dias do primeiro turno das eleições.
Incidente e a rápida normalização
A direção da campanha de Lula entrou com recurso contra a Meta, contestando a ausência de justificativa para a ação. A conta de anúncios foi normalizada no mesmo dia do ocorrido.
A campanha do presidenciável aguarda uma manifestação da big tech para compreender os motivos do bloqueio. Até o momento, a Meta não forneceu explicações oficiais à Agência Brasil, que buscou contato.
Contexto político e a visão dos aliados
O episódio reacendeu o discurso de aliados de Lula. Eles sugerem que empresas sediadas nos Estados Unidos operam a favor de adversários políticos do PT.
Essa visão é contextualizada por declarações de Mark Zuckerberg, dono da Meta. Ele já expressou o alinhamento da companhia com a pauta de determinados governos em Washington, citando a defesa de empresas americanas.
No cenário brasileiro, a regulação das big techs é uma pauta defendida pelo atual governo. Essa posição tem gerado tensões com as gigantes da tecnologia e também com o governo de Donald Trump, que critica países que buscam regulamentar plataformas digitais e coibir crimes no ambiente online.