O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, na última sexta-feira (11), rejeitar o registro da candidatura de Pablo Marçal à presidência da República. Os sete ministros votaram pelo indeferimento do pedido feito por Marçal e seu partido, o PRTB.
Detalhes da decisão do TSE
A ministra Estela Aranha, relatora do caso, teve seu voto acompanhado integralmente pelos demais ministros. Ricardo Villas Bôas, Nunes Marques, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto e Dias Toffoli formaram a unanimidade. Essa decisão impede que Marçal participe do pleito.
Principais motivos para a rejeição
Inelegibilidade prévia
Marçal encontra-se **inelegível até 2032** em decorrência de uma condenação pela Justiça Eleitoral de São Paulo. Ele foi condenado por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro, episódio ocorrido em eleições municipais anteriores. Esta inelegibilidade já havia sido confirmada em outras instâncias.
Problemas na filiação partidária
O Ministério Público Federal (MPF), responsável por solicitar a negativa da candidatura ao TSE, apontou outra irregularidade. Marçal não estaria filiado ao **PRTB** em **abril deste ano**, prazo final da janela partidária para troca de partido. Naquela época, ele ainda estava filiado ao União Brasil.