A Polícia Federal (PF) intensificou suas ações de fiscalização e combate a irregularidades durante o pleito de 2026. Segundo dados oficiais divulgados pela corporação, o montante apreendido em operações voltadas a coibir delitos relacionados ao processo de votação já ultrapassa a marca de R$ 30 milhões em espécie. O balanço reflete o esforço contínuo para garantir a integridade das eleições em todo o território nacional.
O balanço foi apresentado pelo diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, que detalhou o complexo esforço logístico e investigativo empregado para assegurar a lisura democrática. Além do dinheiro vivo, outros bens que somam aproximadamente R$ 45 milhões foram retirados de circulação por estarem vinculados a práticas ilícitas, como a compra de votos e o financiamento irregular de campanhas.
Balanço das operações contra crimes eleitorais e apreensões financeiras
A estrutura operacional montada pela Polícia Federal para as eleições de 2026 resultou na instauração de 1.292 inquéritos policiais específicos. Atualmente, a corporação mantém mais de 2.200 investigações ativas, fruto de um planejamento estratégico que incluiu a realização de 62 operações especiais em diversos estados brasileiros ao longo do ano.
Esses números demonstram uma atuação focada na asfixia financeira de grupos que tentam desequilibrar a disputa eleitoral. O diretor-geral ressaltou que o volume recorde de recursos apreendidos é resultado do aprimoramento da inteligência policial, que agora consegue identificar fluxos financeiros suspeitos com maior agilidade, impedindo que o capital ilícito influencie o resultado das urnas.
As investigações em curso não se limitam apenas à apreensão de valores, mas buscam desarticular redes de corrupção que operam nos bastidores da política. De acordo com a Agência Brasil, a PF atua como a Polícia Judiciária Eleitoral, fornecendo o suporte técnico e investigativo necessário para que a Justiça Eleitoral possa punir os responsáveis por fraudes.
Prisões em flagrante e ocorrências registradas no dia da votação
Somente no domingo de votação, a Polícia Federal efetuou a prisão de 28 pessoas em flagrante. As detenções ocorreram de forma distribuída em sete estados diferentes e no Distrito Federal, evidenciando a capilaridade da fiscalização federal. Um dos casos de maior repercussão aconteceu em Roraima, onde uma operação específica resultou na apreensão de mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo que seriam utilizados indevidamente.
Apesar das prisões e das apreensões de vulto, Andrei Rodrigues assegurou que as ocorrências registradas não comprometeram a fluidez do processo eleitoral. O sistema de votação seguiu sem interrupções significativas em todo o país, e a segurança dos eleitores foi garantida por meio de uma atuação coordenada e ostensiva das forças de segurança pública.
A presença da Polícia Federal nos locais de votação e em pontos estratégicos serviu como um elemento dissuasório contra crimes de boca de urna e transporte irregular de eleitores. A corporação destacou que o monitoramento continuará intenso até o encerramento total da apuração e a diplomação dos eleitos.
Enfrentamento à violência política de gênero e cooperação internacional
Um ponto de atenção inédito e prioritário neste ciclo eleitoral foi o combate à violência política de gênero. A Polícia Federal abriu 97 inquéritos dedicados exclusivamente a investigar ataques, ameaças e intimidações direcionadas a candidatas. Essa frente de trabalho busca assegurar que a participação feminina no ambiente político ocorra de forma plena, segura e livre de preconceitos.
A operação de segurança contou com o apoio estratégico do Ministério da Justiça e Segurança Pública, promovendo uma integração direta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Penal Federal e as polícias civis e militares estaduais. Essa união de esforços é vista pela cúpula da PF como o pilar fundamental para o sucesso das ações de campo e a manutenção da ordem pública.
O rigor do processo eleitoral brasileiro também atraiu o interesse internacional. Policiais de Angola acompanharam as atividades como observadores oficiais, como parte de um acordo de cooperação técnica. O objetivo da delegação estrangeira foi conhecer as metodologias brasileiras de combate a crimes eleitorais para aplicar melhorias e aprimorar a transparência em seus próprios sistemas nacionais.











