A comunidade acadêmica e médica brasileira recebeu com pesar a notícia do falecimento da professora Cleide Eiko Ishida, uma das figuras mais proeminentes da dermatologia no país. Docente do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Cleide dedicou décadas de sua vida ao ensino, à pesquisa científica e ao atendimento público de excelência.
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Reconhecida nacionalmente por sua competência técnica e liderança institucional, a professora deixou uma marca indelével na formação de gerações de médicos. Sua atuação foi fundamental para a consolidação de práticas modernas na dermatologia, especialmente em áreas de alta complexidade técnica, servindo como pilar para o desenvolvimento da especialidade no estado do Rio de Janeiro e em todo o território nacional.
Legado acadêmico e dedicação ao Hospital Universitário
Na UFRJ, Cleide Eiko Ishida foi a principal responsável pelo ensino de Cirurgia Dermatológica. Sua trajetória na instituição foi marcada por uma entrega profunda ao Serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). No hospital, ela não apenas coordenou procedimentos, mas atuou diretamente na preceptoria de residentes, transmitindo conhecimentos práticos e éticos indispensáveis para a prática médica.
O reconhecimento por sua dedicação ao HUCFF materializou-se em uma homenagem em vida: a criação do Setor Professora Cleide Eiko Ishida. O espaço integra o Novo Centro Cirúrgico Dermatológico da unidade, simbolizando a gratidão da universidade por sua contribuição estrutural e humana ao serviço público de saúde. Sua presença constante nos corredores da faculdade era vista como um exemplo de rigor científico aliado à empatia no trato com os pacientes.
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Liderança na Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica
Além de sua carreira docente, Cleide ocupou cargos de alta relevância em entidades de classe. Ela foi presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), onde trabalhou ativamente na valorização da especialidade. Durante sua gestão e em sua atuação contínua na sociedade, defendeu a aplicação de critérios técnicos rigorosos e a disseminação de boas práticas científicas entre os profissionais da área.
A professora era considerada uma autoridade máxima em temas como criocirurgia, cirurgia de unha e cirurgia dermatológica geral. Sua experiência nessas subespecialidades permitiu que o Brasil avançasse em técnicas minimamente invasivas e tratamentos resolutivos para patologias complexas. Cleide era frequentemente convidada para congressos internacionais, levando o nome da medicina brasileira para os principais fóruns globais de dermatologia.
Homenagens e impacto na medicina brasileira
A Reitoria da UFRJ, em nota oficial, manifestou solidariedade aos familiares, amigos e alunos da professora. O texto destaca que a trajetória de Cleide foi pautada pela dedicação absoluta ao conhecimento e à formação de novos profissionais de saúde. O impacto de sua partida é sentido não apenas pelos colegas de profissão, mas por milhares de ex-alunos que hoje aplicam os ensinamentos colhidos em suas aulas.
O falecimento da professora Cleide Eiko Ishida representa uma perda significativa para a ciência nacional. No entanto, seu legado permanece vivo através das pesquisas publicadas, dos protocolos clínicos estabelecidos e, principalmente, na atuação dos médicos dermatologistas que tiveram o privilégio de sua orientação. A Universidade Federal do Rio de Janeiro e a dermatologia brasileira seguem em luto, honrando a memória de uma profissional que transformou a medicina em um sacerdócio de ensino e cuidado.











