A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início a um ambicioso plano de infraestrutura voltado para a Zona Oeste, com foco na resolução de problemas históricos de escoamento pluvial. O prefeito Eduardo Cavaliere anunciou, na última sexta-feira (02/10), um pacote de intervenções que abrange 16 ruas no Centro de Campo Grande, região estratégica por concentrar um intenso fluxo comercial e residencial.
Com um aporte financeiro superior a R$ 34 milhões, a iniciativa visa mitigar os transtornos causados pelas chuvas no bairro mais populoso do país. A execução dos trabalhos está sob a responsabilidade da Fundação Rio-Águas, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Infraestrutura, e prevê a modernização de mais de 34 mil metros quadrados de área urbana.
Modernização da rede pluvial na região da Rua Gramado
A primeira frente de trabalho estabelece a Rua Gramado como ponto central das operações. A partir desta via, as equipes de engenharia estenderão as melhorias por outras nove ruas adjacentes, incluindo nomes conhecidos da localidade como João Telles, Tiaraju e Erechim. O projeto é abrangente e não se limita apenas ao subsolo.
Nesta etapa, serão instalados 1,2 quilômetro de novas galerias de drenagem, projetadas para suportar volumes significativos de água. Além disso, a prefeitura planeja a revitalização da superfície, com a pavimentação de 10,5 mil metros quadrados de pistas e a construção de 6,6 mil metros quadrados de novas calçadas. Essas medidas visam garantir maior segurança e acessibilidade para os pedestres.
Expansão das obras na Estrada do Pré e Rua Camaipi
A segunda etapa do projeto concentra esforços na Estrada do Pré e na Rua Camaipi, alcançando outras quatro vias no entorno imediato. Esta frente é crucial para o sistema de macrodrenagem da região, prevendo a implementação de 1,3 quilômetro de rede de escoamento. O objetivo é criar uma malha eficiente que impeça o acúmulo de água em pontos baixos do terreno.
A requalificação urbana nesta área somará 18,2 mil metros quadrados de intervenções diretas. Estima-se que 11 mil moradores sejam beneficiados imediatamente após a conclusão dos trabalhos. O secretário de Infraestrutura, Wanderson Santos, destacou que os investimentos são fundamentais para eliminar gargalos críticos que paralisam o trânsito e afetam o comércio local durante temporais.
Impacto socioeconômico no bairro mais populoso do Brasil
Campo Grande exerce um papel de centralidade econômica na Zona Oeste, e a precariedade da drenagem era um entrave para o desenvolvimento local. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a transformação do bairro passa obrigatoriamente por obras estruturantes que resolvam problemas técnicos acumulados ao longo de décadas.
A Fundação Rio-Águas monitora constantemente as bacias hidrográficas da cidade e identificou o Centro de Campo Grande como prioridade devido à densidade demográfica e à impermeabilização do solo. Com a nova infraestrutura, a prefeitura espera não apenas reduzir prejuízos materiais causados por alagamentos, mas também valorizar o patrimônio imobiliário e melhorar a saúde pública na região.










