O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou veementemente os cinco países que compõem o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). As declarações, feitas na noite da última quinta-feira (19), expressam profunda preocupação com a situação de conflitos globais.
Críticas ao Conselho de Segurança da ONU
Lula afirmou que Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França, membros permanentes, deveriam ser guardiões da paz mundial. Contudo, segundo o presidente, essas nações estão ativamente envolvidas em guerras. Ele ressaltou que “o Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter a segurança no mundo”.
O presidente enfatizou que “são os cinco [países membros] que estão fazendo guerra”, sendo também os maiores produtores e vendedores de armas globalmente. Esta postura, afirmou Lula, contradiz diretamente o propósito fundamental do órgão internacional.
Lula questionou o elevado gasto com armamentos, que atingiu **2 trilhões e 700 bilhões de dólares** no ano passado. Ele contrastou esse montante com os investimentos em alimentação, educação e assistência a refugiados, declarando que “os pobres” são quem pagam o preço das guerras.
Lula sobre o Banco Master: acusações e linha do tempo
Em seu discurso, Lula também direcionou duras críticas ao caso do **Banco Master**, afirmando que as “falcatruas” ocorreram após a aprovação da instituição financeira pelo Banco Central na gestão do ex-presidente **Jair Bolsonaro**.
O presidente Lula declarou que o “Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central”. Ele prometeu investigar as ações, citando um “golpe de **R$ 50 bilhões**” no país e afastando qualquer vínculo com o PT ou seu governo.
Lula detalhou que o ex-presidente do Banco Central, **Ilan Goldfajn**, negou o reconhecimento do banco no início de 2019. Entretanto, **Roberto Campos Neto** o reconheceu em **setembro de 2019**, período em que as irregularidades teriam sido cometidas.