O Ministério da Saúde começou uma estratégia inovadora para garantir a soberania digital do país. Em parceria com o **Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)**, a pasta iniciou a migração de dados, sistemas e serviços digitais de saúde para uma infraestrutura nacional.
Com essa iniciativa, o Brasil se posiciona como um dos poucos países com total controle sobre os dados públicos de saúde. Pela primeira vez, informações do **Sistema Único de Saúde (SUS)** serão armazenadas e processadas exclusivamente em território nacional, sob a legislação brasileira e a **Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)**.
Como funciona a Nuvem Soberana do SUS
A **Nuvem Soberana do SUS** é a infraestrutura que garante a gestão e o processamento exclusivos dos dados. Ela será gerenciada em conjunto pelo **Serpro** e pelo **Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS)**, assegurando acesso restrito e seguro.
As primeiras frentes de atuação abrangem o **Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS)** e a **Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS)**. A **RNDS** é uma infraestrutura vital para a interoperabilidade do SUS, que já reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde.
Benefícios para o cidadão e o sistema de saúde
Para o cidadão, a mudança representa maior continuidade, segurança e evolução nos serviços digitais de saúde. A experiência será de aprimoramento contínuo, sem interrupções percebidas na utilização dos sistemas.
A Nuvem Soberana garante ao Ministério da Saúde a capacidade pública para sustentar o **SUS Digital**. Isso significa menor risco de interrupção de serviços, mais proteção aos dados, maior governança, controle e continuidade do cuidado, além de uma integração federativa robusta das informações.
Confira mais informações sobre o assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil: Assista ao vídeo aqui.