O tufão Dolphin, o mais forte a atingir a China neste ano, provocou chuvas intensas em Pequim. A capital chinesa registrou inundações em vias importantes e veículos presos, impactando diversas regiões do país.
Estes eventos climáticos extremos são cada vez mais frequentes, e cientistas os associam às mudanças climáticas e ao padrão emergente do El Niño.
Medidas de segurança e impacto na rotina
Em resposta à tempestade, Pequim declarou seu segundo nível mais alto de alerta. A agência oficial de notícias Xinhua informou que 250 linhas de ônibus foram suspensas e 150 atrações turísticas fecharam nesta quarta-feira (12).
Além disso, dez linhas de metrô operaram com velocidade reduzida, gerando inconvenientes significativos. Um morador de Henan, Zhao Junxia, comentou que o tufão afeta o trabalho, a vida e causa muitos problemas com alimentação e transporte.
Cenário de inundações e precipitação recorde
As chuvas torrenciais transformaram vias de várias faixas em Pequim em verdadeiros rios, conforme vídeos divulgados pelo site chinês Rednote. Carros e ônibus ficaram parcialmente submersos, paralisando o tráfego na cidade.
O distrito de Changping, na zona norte, registrou a maior precipitação por hora. Foram impressionantes 90,7mm de chuva em uma hora a partir das 9h da manhã.
O percurso do tufão e próximos riscos
O tufão Dolphin enfraqueceu esta semana, após percorrer mais de 6.000 km e atingir a costa de Zhejiang no domingo (9). Contudo, seus remanescentes ainda transportam umidade tropical para o interior.
Esta umidade persistente ameaça novas inundações em outras áreas do país. A atenção permanece alta diante dos riscos climáticos.