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Início » Congresso entra em recesso e adia votações cruciais sobre jornada de trabalho e misoginia
Política

Congresso entra em recesso e adia votações cruciais sobre jornada de trabalho e misoginia

Nrb NewsPor Nrb News13 de julho de 20263 Minutos de Leitura
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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Congresso Nacional se aproxima do **recesso parlamentar**, previsto para começar neste **sábado (18)**, sem votar propostas cruciais para o país. Entre elas, estão a que altera a jornada de trabalho e o projeto que criminaliza a misoginia.

PEC da jornada de trabalho

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala **6×1** e reduzir a jornada de trabalho de **44 para 40 horas semanais** ainda não foi votada. Ela foi aprovada na Câmara dos Deputados em **27 de maio**, com apenas 22 votos contrários.

No entanto, a PEC permanece parada na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Sem o despacho para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a análise foi adiada para o segundo semestre.

Projeto de lei que criminaliza a misoginia

Na Câmara dos Deputados, aguarda-se a votação do Projeto de Lei **896 de 2023**, que criminaliza a misoginia. A proposta equipara o **ódio e a discriminação contra mulheres** à prática do racismo.

Embora a assessoria da relatora, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), tenha informado que o texto estava encaminhado para **quarta-feira (15)**, ele não entrou na pauta. A urgência do PL foi aprovada em **1º de julho**, e o Senado já o aprovou por unanimidade em **março**.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), busca um ‘texto de consenso’ devido à divisão do plenário. Partidos como Novo, Missão e PL, representados por Júlia Zanatta (PL-SC), rejeitaram a urgência, alegando que o tema ‘não está maduro’.

Medida provisória do frete

Outra matéria em risco de não ser votada é a **Medida Provisória (MP) 1.343, de 2026**, que modifica a Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. A MP perde a validade nesta **quinta-feira (16)**.

A MP, aprovada na Câmara em **17 de junho**, não foi incluída na pauta do Senado por Davi Alcolumbre. O texto original visava fiscalizar o pagamento do piso mínimo e aplicar multas de até **R$ 1 milhão** por descumprimento.

O relator Zé Trovão (PL-SC) incluiu anistia para multas de caminhoneiros que bloquearam rodovias em **2022**. Ele também anistiou multas por descumprimento do frete mínimo, instituído pela **Lei 13.703, de 2018**.

Outras votações na Câmara

A pauta de votações do plenário da Câmara, na última semana antes do recesso, inclui a análise de 19 projetos e medidas provisórias. Destacam-se MPs que abrem créditos extraordinários para diversos ministérios, como o do Desenvolvimento Agrário e o do Meio Ambiente.

Entre os projetos, estão o PL **1.828 de 2023**, que autoriza câmeras de **reconhecimento facial** em estações e vias públicas. Há também um projeto que prevê a **cassação da CNH** de quem abandonar animais na rua.

Pauta do Senado

No Senado, a pauta do plenário também prevê a análise de medidas provisórias. Uma delas é a **MP 1.344, de 2026**, que destina **R$ 10 bilhões** para subsidiar o diesel devido à guerra no Oriente Médio.

Outra é a **MP 1.342, de 2026**, que prevê **R$ 1,3 bilhão** para ações emergenciais em municípios de Minas Gerais atingidos pelas chuvas.

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