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Início » Presidente da câmara defende relator do pl antifacção após críticas
Política

Presidente da câmara defende relator do pl antifacção após críticas

Nrb NewsPor Nrb News11 de novembro de 20253 Minutos de Leitura
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© Lula Marques/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou apoio ao deputado Guilherme Derrite, relator do Projeto de Lei Antifacção, nesta terça-feira (11). A defesa surge em meio a críticas sobre o substitutivo do relator, que inicialmente condicionava operações conjuntas da Polícia Federal (PF) com forças estaduais à aprovação do governador.

Motta rejeitou as acusações de que a proposta original retirava prerrogativas da PF. Ele garantiu que a Câmara não permitirá que a Polícia Federal perca suas atribuições, classificando essa condição como inegociável. Segundo o presidente da Câmara, o próprio relator, Derrite, já havia conversado com o diretor-geral da PF para tratar do assunto.

De acordo com Motta, a questão já estaria “resolvida”, uma vez que Derrite recuou e modificou o texto, permitindo ações da PF sem a necessidade de prévia autorização do chefe do Executivo estadual. Especialistas, o governo e a PF haviam argumentado que o texto original era inconstitucional.

O presidente da Câmara alegou que o debate sobre o PL 5.582 de 2025 está sendo desvirtuado, com acusações infundadas de que a Casa pretende diminuir a competência da PF. Ele assegurou que o objetivo é fortalecer os meios para que a Polícia Federal, o Ministério Público e as polícias estaduais tenham mais instrumentos para enfrentar o crime organizado.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chegou a classificar as mudanças propostas pelo relator como um “presente para o crime organizado”. Para ela, as alterações protegeriam facções criminosas, subvertendo o projeto enviado pelo governo.

O Projeto de Lei está pautado para votação no plenário da Câmara, enquanto o governo busca mais tempo para discutir as mudanças no substitutivo.

Motta defendeu o parecer de Derrite antes da nova versão que retirou a necessidade de aval do governador para operações conjuntas. Anteriormente, ele havia afirmado que o relatório do deputado preservava avanços do projeto do Governo Federal e endurecia as penas contra o crime. A nomeação de Derrite foi vista por alguns como uma provocação, já que o parlamentar representa o governador Tarcísio de Freitas.

Questionado sobre a equiparação de ações de facções e milícias ao terrorismo, e se isso poderia justificar interferência estrangeira no Brasil, Motta respondeu que o texto preserva a soberania do país. Ele garantiu que nenhuma proposta colocará em risco a soberania nacional, defendendo a necessidade de endurecer as penas e tipificar crimes modernos, sem permitir questionamentos sobre a soberania.

O governo, por outro lado, teme que o projeto permita que nações estrangeiras acusem o Brasil de abrigar grupos terroristas, o que poderia gerar repercussões geopolíticas negativas. A ministra Gleisi Hoffmann argumenta que o relator mantém, com outro nome, a ideia de classificar facções como terroristas, o que seria uma ameaça à soberania do país e às empresas nacionais.

Motta informou que novas alterações podem ser apresentadas após conversas com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandovisk. O objetivo é construir a melhor proposta possível, para que ela possa ser aprovada na Câmara e no Senado, e sancionada pelo Poder Executivo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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