As pesquisas nucleares que dependem do reator IEA-R1 da Universidade de São Paulo (USP) serão temporariamente transferidas para o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) em Belo Horizonte, Minas Gerais. A medida foi tomada devido à falta de previsão para a conclusão dos reparos no painel de controle do reator em São Paulo.
Entenda o motivo da paralisação
O reator IEA-R1, do Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen/CNEN), está fora de operação desde o segundo semestre de 2025. Em 23 de março, um incêndio atingiu parte da fiação do painel de controle, que foi rapidamente contido pela equipe e bombeiros.
O incidente não comprometeu a segurança da instalação. Atualmente, o Ipen/CNEN investiga as causas e busca a reposição dos componentes elétricos danificados.
Solução alternativa para as pesquisas
Com o objetivo de não prejudicar os alunos e pesquisadores da USP e de instituições parceiras, a gerência do Centro dos Reatores de Pesquisa do Ipen propôs medidas alternativas. Foi decidido acionar o CDTN, unidade técnico-científica da CNEN, em Belo Horizonte, que disponibilizou o reator IPR-1 para atender às demandas de irradiação de amostras.
Logística e futuro do reator da USP
A logística de envio e retorno do material para os experimentos está sendo estudada criteriosamente. O Ipen visa proporcionar a continuidade dos avanços científicos, garantindo o menor impacto possível para todos os envolvidos.
O instituto também prevê ações contínuas para a atualização do reator IEA-R1, o de maior potência em operação no país. Isso é crucial enquanto o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), em Iperó (SP), não for concluído, o que está previsto para 2032.
O que acontece com a produção de radiofármacos?
Apesar da realocação das pesquisas, o Ipen não se manifestou sobre a produção de radiofármacos. Esta operação, que também era conduzida pela unidade de São Paulo, permanece sem informações detalhadas sobre sua continuidade ou transferência.