Os candidatos à presidência da República iniciaram neste domingo (16) a campanha nas ruas do país. A Justiça Eleitoral liberou os atos a partir desta data, marcando o começo oficial da corrida eleitoral.
De acordo com a Lei das Eleições e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os atos de campanha estão permitidos até 3 de outubro, véspera do primeiro turno. Os comícios, por sua vez, podem ocorrer entre 8h e meia-noite, com limite final em 1º de outubro.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início à sua busca pelo quarto mandato em um comício realizado no Estádio da Vila Euclides. O evento ocorreu em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana de São Paulo.
Dirigindo-se a um estádio lotado, Lula conclamou a militância à participação ativa. “A partir de hoje, só vamos dormir direito em 5 de outubro. Cada militante nosso tem de andar com a comparação do que nós fizemos e do que os outros fizeram”, discursou.
A escolha do local é simbólica, dada sua forte relação com a história política do presidente. A Vila Euclides foi palco de importantes assembleias de operários metalúrgicos do ABC, incluindo greves de 1979 que pressionaram a ditadura militar.
Primeiro ato de campanha do presidente Lula, no estádio 1º de Maio. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
O evento delineou as prioridades da campanha, focando na defesa da soberania e em pautas sociais. Houve também destaque para as disputas com partidos de direita, abordando temas como o papel da mulher e a segurança pública.
Em sua sétima candidatura à presidência, Lula afirmou: “enquanto for vivo não vai permitir que uma direita responsável pela morte de crianças sem remédio e pela morte de 400 mil pessoas sem vacina volte”.
O comício serviu como palanque para políticos do PT de diversas regiões do país. Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, representou os concorrentes ao legislativo.
Sobre segurança pública, o presidente defendeu propostas como a criação de um ministério específico. Ele também mencionou a possível aprovação da lei de combate ao crime organizado, enfatizando a importância de atingir os grandes beneficiários do crime.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flávio Bolsonaro iniciou sua campanha pela Presidência da República na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro. Este local tem sido palco de diversas manifestações bolsonaristas, incluindo protestos contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O candidato subiu ao carro de som por volta das 11h30, usando uma camiseta com a frase “Meu Partido é o Brasil”. Ele estava acompanhado do vice Alfredo Gaspar, de sua mãe Rogéria (também candidata) e da esposa Fernanda.
Lançamento da campanha do senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República, com vice Alfredo Gaspar, em comício do Partido Liberal (PL) na praia de Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Flávio tocou áudios do pai, Jair Bolsonaro, nos quais ele refletia sobre a família após o atentado sofrido. O candidato prometeu dar continuidade ao legado do ex-presidente, que governou o país entre 2019 e 2022.
Diante de um público de milhares, Flávio comentou sua semelhança física com o pai: “Sei que pareço com ele. Mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé”.
O candidato defendeu o pai, classificando sua prisão como injusta. Ele prometeu, se eleito, indicar quatro novos ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF), com a intenção de incluir homens e mulheres. Atualmente, a Corte conta com apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia.
A pauta de segurança pública foi um dos focos de seu discurso. Flávio prometeu classificar milícias e organizações de tráfico de drogas como “terroristas”, além de propor a redução da idade penal, combate a roubos e furtos, e a diminuição dos altos índices de feminicídio.
Na economia, Flávio Bolsonaro criticou a alta taxa de juros do país, com a Selic em 14% ao ano. Ele prometeu aliviar a inflação para a classe média, propondo um “tesouraço” nos primeiros dias de governo, com cortes de gastos e de cargos.
Ronaldo Caiado (PSD)
O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) optou por iniciar sua campanha em Goiás. Ele governou o estado de 2019 a março deste ano e, segundo pesquisas eleitorais, lidera as intenções de voto na região.