O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou que, durante o andamento do primeiro turno das eleições de 2026, foi necessária a substituição de 251 urnas eletrônicas em todo o estado. O número, embora pareça expressivo isoladamente, representa apenas 0,22% do parque tecnológico mobilizado para o pleito, um índice que a justiça eleitoral classifica como dentro da normalidade técnica esperada para uma operação desta magnitude.
De acordo com o boletim oficial divulgado às 15h, a vasta maioria das seções eleitorais operou sem intercorrências graves. O percentual de falhas reforça a confiabilidade do sistema, visto que mais de 99% das urnas funcionaram perfeitamente desde a abertura das seções. Não houve qualquer registro de necessidade de votação por meio de cédulas de papel, o que demonstra a eficácia do plano de contingência tecnológica.
Baixo índice de falhas técnicas no estado
A substituição de equipamentos é um procedimento padrão previsto no protocolo de segurança do TRE-SP. A transição para equipamentos reserva ocorre de forma ágil, garantindo que o fluxo de eleitores não sofra interrupções prolongadas nas zonas eleitorais afetadas. O tribunal destaca que a manutenção preventiva e os testes de carga realizados antes do pleito são fundamentais para manter esses indicadores em níveis reduzidos.
A logística para a troca de uma urna envolve equipes de suporte técnico que ficam de prontidão em polos estratégicos. Quando um problema é reportado, o equipamento é substituído por uma urna de contingência, que recebe os dados da seção original para que a votação prossiga sem prejuízos ao cronograma eleitoral.
Operação na capital e segurança dos votos
Na cidade de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, 63 urnas precisaram ser trocadas ao longo do dia. O presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, destacou em coletiva de imprensa que a troca física do aparelho não compromete o sigilo ou a integridade dos sufrágios. Os votos já registrados na memória interna da urna defeituosa são transferidos com segurança para o novo equipamento.
A tecnologia utilizada nas urnas eletrônicas brasileiras permite que, mesmo em caso de falha de hardware, os dados criptografados permaneçam intactos. Após a substituição, o processo de votação é retomado exatamente do ponto onde parou, assegurando que nenhum cidadão perca o direito de exercer sua escolha democrática por problemas técnicos pontuais.
Logística e prontidão das urnas de contingência
Para garantir a fluidez do pleito em um estado com as dimensões de São Paulo, o tribunal preparou um total de 114.605 urnas eletrônicas. Esse contingente inclui não apenas os aparelhos instalados nas seções, mas também as chamadas urnas de contingência. Esses equipamentos ficam distribuídos estrategicamente para substituição imediata em caso de pane.
A logística eleitoral é planejada com meses de antecedência, envolvendo testes de estresse e auditorias públicas. A presença de técnicos de suporte em todos os locais de votação permite que qualquer falha, seja de bateria, tela ou teclado, seja diagnosticada e resolvida em poucos minutos, mantendo a estabilidade do sistema eleitoral paulista.
Fiscalização e combate a crimes eleitorais
Além dos desafios técnicos, as autoridades monitoram rigorosamente a conduta de candidatos e eleitores. Paralelamente às substituições de urnas, a Polícia Federal e o TRE-SP atuam no combate a irregularidades. Em 2026, a PF já apreendeu mais de R$ 30 milhões em recursos relacionados a crimes eleitorais em todo o território nacional, evidenciando um cerco apertado contra a corrupção no pleito.
No estado de São Paulo, foram registrados 45 casos de irregularidades diversas, resultando em 15 prisões até o meio da tarde. A integração entre a segurança tecnológica das urnas e a vigilância ostensiva das forças policiais visa garantir um ambiente de votação pacífico e transparente para os milhões de paulistas que comparecem às urnas.










